sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

A Palavra na Família


A Palavra exige e dá fé.

Boletim Paroquial Ler»»

Nesta quaresma tendo presente o ano e o triénio dedicado à Palavra de Deus, feita amor no meio de nós, preten­de-se que as famílias estejam atentas à iniciativa de um Deus que continua a falar-nos através da Sua Palavra, uma Palavra que co­munica vida, orienta e conduz a nossa vida, como a de Abraão e a de Paulo.
Com a ajuda do suplemento da folha paroquial de cada domingo procuremos nesta quaresma e em família:
- Saber que a Palavra orienta a vida para a ressurreição e a partir da ressurreição.
- Viver a Quaresma como um tempo de purificação e preparação para o mistério Pascal.
- Estar atento aos sinais e propostas de liberdade que a Palavra me apresenta e que me conduzem do deserto para a vida nova da Pás­coa.
Viver e celebrar a Páscoa de Jesus, como superação do deserto, isto é, com grande alegria, muita felicidade e vontade interior de continuar a descobrir, durante o tempo pascal e por meio da Palavra, a vida nova de Jesus vivo e ressuscitado.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Acolher a Palavra


No primeiro Domingo do Tempo da Quaresma, a liturgia garante-nos que Deus está interessado em destruir o velho mundo do egoísmo e do pecado e em oferecer aos homens um mundo novo de vida plena e de felicidade sem fim.
A primeira leitura é um extracto da história do dilúvio. Diz-nos que Jahwéh, depois de eliminar o pecado que escraviza o homem e que corrompe o mundo, depõe o seu “arco de guerra”, vem ao encontro do homem, faz com ele uma Aliança incondicional de paz. A acção de Deus destina-se a fazer nascer uma nova humanidade, que percorra os caminhos do amor, da justiça, da vida verdadeira.
Na segunda leitura, o autor da primeira Carta de Pedro recorda que, pelo Baptismo, os cristãos aderiram a Cristo e à salvação que Ele veio oferecer. Comprometeram-se, portanto, a seguir Jesus no caminho do amor, do serviço, do dom da vida; e, envolvidos nesse dinamismo de vida e de salvação que brota de Jesus, tornaram-se o princípio de uma nova humanidade.


No Evangelho, Jesus mostra-nos como a renúncia a caminhos de egoísmo e de pecado e a aceitação dos projectos de Deus está na origem do nascimento desse mundo novo que Deus quer oferecer a todos os homens (o “Reino de Deus”). Aos seus discípulos Jesus pede – para que possam fazer parte da comunidade do “Reino” – a conversão e a adesão à Boa Nova que Ele próprio veio propor.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Mensagem Quaresmal - D. José Augusto


Mensagem emitida por Sua excelência Reverendíssima, o Senhor D. José Augusto Pedreira, enquadrada no Tempo de Quaresma, que hoje iniciamos. A Mensagem pastoral manifesta a preocupação face à ‘crise económica’ que a todos envolve, e exorta a Igreja diocesana e os cristãos que a constituem, em razão da sua missão e competência, a não ficarem alheios a este fenómeno social.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

Mensagem Quaresma Bento XVI


O Papa Bento XVI apresentou a mensagem para a Quaresma, com um claro apelo ao jejum e à esmola, tendo em vista a ajuda aos mais desfavorecidos.
A passagem de S. Mateus, “Jesus, após ter jejuado durante 40 dias e 40 noites, por fim, teve fome”, serviu de inspiração para esta preparação mais intensa para a Páscoa.

Acolher a Palavra

A liturgia do 7º Domingo do Tempo Comum convida-nos, uma vez mais, a tomar consciência de que Deus tem um projecto de salvação para os homens e para o mundo. Esse projecto (que em Jesus se torna vivo, palpável, realmente libertador) é um dom de Deus que o homem deve acolher com fé.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, em todos os momentos da história, está ao lado do seu Povo, a fim de o conduzir ao encontro da liberdade e da vida verdadeira. Sugere, no entanto, que o Povo necessita de percorrer um caminho de conversão e de renovação, antes de poder acolher a salvação/libertação que Deus tem para oferecer.
O Evangelho retoma a mesma temática. Diz que, através de Jesus, Deus derrama sobre a humanidade sofredora e prisioneira do pecado a sua bondade, a sua misericórdia, o seu amor. Ao homem resta acolher o dom de Deus, ir ao encontro de Jesus e aderir a essa proposta libertadora que Jesus veio apresentar.
A segunda leitura recomenda àqueles que aderiram à proposta de Jesus que vivam com coerência, com verdade, com sinceridade o seu compromisso, sem recurso a subterfúgios ou a lógicas de oportunidade.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

Dia dos Namorados...

Dia de São Valentim ou dia de São Cirilo?


Vídeo

Namorados celebram dia de São Valentim, mas a liturgia celebra o dia de São Cirilo e São Metódio
Liturgicamente, 14 de Fevereiro é o dia de São Cirilo e de São Metódio, não o dia de São Valentim. Segundo a tradição, São Valentim foi um dos primeiros bispos de Terni, que morreu mártir durante o reinado do imperador Cláudio II.
O seu nome está ligado a algumas lendas – provavelmente nascidas em França ou Inglaterra quando este dia começou a ser dedicado aos namorados - desenhadas a partir das histórias em torno de São Valentim, decapitado a 14 de Fevereiro por se ter recusado a renunciar ao Cristianismo e por, secretamente, ter celebrado o casamento entre uma jovem cristã e um pagão legionário, apesar da proibição de Cláudio II.
Apesar de continuar a ser celebrado em várias paróquias, a festa de São Valentim foi removida do calendário litúrgico em 1969 – numa decisão de reformar as festas dos santos que tiveram origem em lendas. Até ao II Concílio do Vaticano, a Igreja Católica dedicava pelo menos 11 dias a São Valentim.
Segundo o Secretariado Nacional de Litúrgia, Cirilo, natural de Salónica, recebeu formação em Constantinopla. Juntamente com seu irmão, Metódio, dirigiu-se para a Morávia, para pegar a fé católica. Ambos prepararam os textos litúrgicos em língua eslava, escritos com letras que depois se chamaram «cirílicas». Chamados a Roma, Cirilo morreu a 14 de Fevereiro de 869. Metódio foi ordenado bispo e partiu para a Panónia onde exerceu intensa actividade evangelizadora, com o apoio dos Pontífices Romanos. Morreu no dia 6 de Abril de 885 em Velehrad (Morávia).
A festa de São Valentim foi importada pelos ingleses para os Estados Unidos da América no Séc. XIX com a produção industrial de cartões de namorados.
As relíquias de São Valentim encontram-se na Basílica de Terni, igreja dedicada a este santo. Nesta Basílica, todos os anos a 14 de Janeiro, vários noivos confirmam os seu votos.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Acolher a Palavra


A liturgia do 6º Domingo do Tempo Comum apresenta-nos um Deus cheio de amor, de bondade e de ternura, que convida todos os homens e todas as mulheres a integrar a comunidade dos filhos amados de Deus. Ele não exclui ninguém nem aceita que, em seu nome, se inventem sistemas de discriminação ou de marginalização dos irmãos.
A primeira leitura apresenta-nos a legislação que definia a forma de tratar com os leprosos. Impressiona como, a partir de uma imagem deturpada de Deus, os homens são capazes de inventar mecanismos de discriminação e de rejeição em nome de Deus.
O Evangelho diz-nos que, em Jesus, Deus desce ao encontro dos seus filhos vítimas da rejeição e da exclusão, compadece-Se da sua miséria, estende-lhes a mão com amor, liberta-os dos seus sofrimentos, convida-os a integrar a comunidade do “Reino”. Deus não pactua com a discriminação e denuncia como contrários aos seus projectos todos os mecanismos de opressão dos irmãos.
A segunda leitura convida os cristãos a terem como prioridade a glória de Deus e o serviço dos irmãos. O exemplo supremo deve ser o de Cristo, que viveu na obediência incondicional aos projectos do Pai e fez da sua vida um dom de amor, ao serviço da libertação dos homens.